quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Creio


Creio no momento inconstante do meu modo de viver;

Onde o falar da alma segue o do coração;

Porque sonhar? É ano novo, e como todos os anos vêem cheios de promessas;

Nada a ver com a situação imediata da vontade repressiva de viver intensamente;

Onde sonhos são como aço e nunca poderão ser abatidos;

Porque sonhar e não viver?

Os sonhos são como cicatrizes formadas de soluções de mármores com suas servas de intranqüilidade no mais caminhar dos olhos seus;

Não que impeça a sombra do viver;

Mas que impeça a forma de sonhar;

Não como hábitos, mas sim, como modos, sonhos, vida!

Vida breve, vida longa, vida minha;

Minha vida não segue só o modo cotidiano das excreções fundamentalistas tropicais;

Nada mais é do que simples música nesta virada de ano;

Onde sonho, musica, arte, amor e ódio poderão se expressar de forma simples no ato de viver;

E porque não?

Se o ódio seria a mais fácil compreensão da forma transversal do tempo;

Onde não faz se é!

E onde se é se pede exemplos;

Porque não?

Exemplos são coisas boas quando não partem de nós;

E a vida?

A vida seria como olhos abertos dentro do mar;

Ardida, mas sim com seu ar de clarividade;

Onde sabemos sempre como recomeçar.

Luiz Sergio de Castro Lopes

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