
Creio no momento inconstante do meu modo de viver;
Onde o falar da alma segue o do coração;
Porque sonhar? É ano novo, e como todos os anos vêem cheios de promessas;
Nada a ver com a situação imediata da vontade repressiva de viver intensamente;
Onde sonhos são como aço e nunca poderão ser abatidos;
Porque sonhar e não viver?
Os sonhos são como cicatrizes formadas de soluções de mármores com suas servas de intranqüilidade no mais caminhar dos olhos seus;
Não que impeça a sombra do viver;
Mas que impeça a forma de sonhar;
Não como hábitos, mas sim, como modos, sonhos, vida!
Vida breve, vida longa, vida minha;
Minha vida não segue só o modo cotidiano das excreções fundamentalistas tropicais;
Nada mais é do que simples música nesta virada de ano;
Onde sonho, musica, arte, amor e ódio poderão se expressar de forma simples no ato de viver;
E porque não?
Se o ódio seria a mais fácil compreensão da forma transversal do tempo;
Onde não faz se é!
E onde se é se pede exemplos;
Porque não?
Exemplos são coisas boas quando não partem de nós;
E a vida?
A vida seria como olhos abertos dentro do mar;
Ardida, mas sim com seu ar de clarividade;
Onde sabemos sempre como recomeçar.
Luiz Sergio de Castro Lopes
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