sábado, 19 de abril de 2008

Ao que eu queria dizer

Não posso dizer;
Ao menos posso lhe escrever;
Um aeroporto posso esperar;
Nos dias mais normais, já vejo que um dia com você, é uma noite curta, mas de boas intenções;
Nosso amor pode ser distante, mas nosso dia, é um comum dia de nós dois;
Você vive calada, mas busca o paraíso;
Não me importa se é luz ou dia na noite, me importa é se você, possa ser você;
Calada, mais ao mesmo, tempo demais;
Você parece à lua, brilha tanto que ao olhar para ti às vezes vicia;
Não que sejas o alvo de me abater como um simples normal;
Mas aparece cada vez mais linda em meus pensamentos;
Já que o nosso amor agente inventa, como dizia Cazuza;
Podemos ser amor comum;
Já que o comum não pode ser um sincero amor, podemos ser um do outro;
Minha companheira, incomum, inseparável;
Você é nada mais, nada menos que meu sonho possível;
Já que cada ponto que espero, que adivinha que meu novo nome é: Um estranho que de mim se quer.
Seja por mar por terra;
Ou seja, um satélite lunar;
Viver é bom seja tudo, ou seja, nada;
Somos um em nossas vidas, em nossas partidas, e nossas chegadas somo um só;
Espero eu estar certo, pois você é tudo que quero;
Pois alguém me espera e diz:
Um estranho que me quer.

Luiz Sergio de Castro Lopes:.
Goiânia 20 de outubro de 2008

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Seria tão bom assim...


Vejo logo que já não me permito mais;

Mas logo vejo as noites e dias;

Não que seria Itapuã como ditava e se orgulhava Vinícius;

Mas como um vício cada vez mais, se segue a minha vontade de mudar alguma coisa;

As coisas mudam, as pessoas mudam, o mundo muda;

Mas eu, em minha vontade relevante de ver o sol brilhar cada vez mais forte;

Via-me em um só lugar;

Lugar ao sol?

Esse já posso dizer que venho conquistando aos poucos;

Mas agora, o que falta, é conquistar um lugar no coração de uma mulher;

E essa possa ser, tanto quanto o meu oposto, ou ser igual a mim;

Não importa o que, ou quem ela seja...

...importa o que ela seja para mim!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Querida


Os dias podemos ver, já não são os mesmos;

Você pode olhar a cada manhã;

Antes do sol nascer;

Serias mais puro no acordar, do que ao fina,l no entardecer ;

Sempre verás o romper entre o cinza, que vai ficando rosa, a até virar dia;

O engraçado que me entorpece esta visão, ao horizonte distante e logo penso em qual filme de tranqüilidade seria;

Mas, bem perto, escuto pássaros cantar;

Será que eles cantam querendo nos avisar?

Ó mãe natureza, quanto filhos teus infelizmente aprenderam a ganância do mundo para lhe arruinar;

Podemos olhar o quão majestosa e bondosas é;

Simples momento, momento único, que vós construís diariamente para nós!

É certo que nunca saberemos lhe agradecer: pelo ar, pelas plantas, pelos animais, pelo sol e pela lua de cada dia;

Busquemos, ó rainha de nossas vidas, em tu, a perfeição do criador, do cosmos, do Uno;

Espero que não mais se enfureça com seus filhos, com seus braços que são ondas gigantes, seus dedos indicadores que são furacões, a sua fúria que és o terremoto e muito menos suas lágrimas que inundam países;

A querida mãe, não chore por seus filhos ingratos,

Um dia eles amadurecerão;

Mas vos ó mãe, infelizmente já terás, não em vão...

...mudado a sua forma de viver!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Marinheiros


Penso logo no dia em que poderei passar diante aos olhos teus e ser reparado com imenso amor;

Ao parecer até com os navegadores portugueses que deixaram para traz, mães e esposas chorando, para que pudessem desbravar os mares da solidão por qual passariam;

Quem sabe não me volto a Portugal ou aufiro por tradição destes navegadores, os sentimentos a vontade de teu olhar;

Seríamos poucos, ó navegadores, a acreditar no amor que mais se parece com o que sentiram ao deixais a sua pátria materna;

Ao calibrar dos sonhos da evasiva ilusão, da emoção, dos pensamentos em vontade de estar perto de algo;

Uma descoberta, um passo, um sol, uma vida, um mar;

Seria tu, amigo da solidão?

Ao passar, descobririas tão quanto à imensidão da solidão, se parece com os olhos da mulher que esperamos para amar;

Vamos em frente marinheiros;

O amor é como ondas que variam em suas intensidades em colisão da indelicadeza do sentimento separado;

Levantemos as velas do amor para que o vento sopre, fazendo-nos seguir adiante, para o futuro amado para amar;

E que seja assim, vivendo minutos de cada vez, observando o caminho que percorreremos, até onde queremos chegar;

Livre, é a vontade de seguir forte, pensado no futuro que se aproxima;

Podemos então esperar, que a nossa embarcação, a caravela batizada de amor, possa em breve, chegar à terra firme;

Assim, poderemos marujos, soldados desejados de amor, chegar ao longínquo continente dos braços de nossos amores, e lá daremos sim, nomes de batismos aos nossos sentimentos;

Sopre vento! Porque lá, logo queremos estar...

...no continente dos braços da quela que amamos tanto, para a loucura de nos entregarmos a jornada de cruzar este oceano...

...aquele mar!

Luiz Sergio de Castro Lopes:. Goiânia 02 de janeiro de 2008

Creio


Creio no momento inconstante do meu modo de viver;

Onde o falar da alma segue o do coração;

Porque sonhar? É ano novo, e como todos os anos vêem cheios de promessas;

Nada a ver com a situação imediata da vontade repressiva de viver intensamente;

Onde sonhos são como aço e nunca poderão ser abatidos;

Porque sonhar e não viver?

Os sonhos são como cicatrizes formadas de soluções de mármores com suas servas de intranqüilidade no mais caminhar dos olhos seus;

Não que impeça a sombra do viver;

Mas que impeça a forma de sonhar;

Não como hábitos, mas sim, como modos, sonhos, vida!

Vida breve, vida longa, vida minha;

Minha vida não segue só o modo cotidiano das excreções fundamentalistas tropicais;

Nada mais é do que simples música nesta virada de ano;

Onde sonho, musica, arte, amor e ódio poderão se expressar de forma simples no ato de viver;

E porque não?

Se o ódio seria a mais fácil compreensão da forma transversal do tempo;

Onde não faz se é!

E onde se é se pede exemplos;

Porque não?

Exemplos são coisas boas quando não partem de nós;

E a vida?

A vida seria como olhos abertos dentro do mar;

Ardida, mas sim com seu ar de clarividade;

Onde sabemos sempre como recomeçar.

Luiz Sergio de Castro Lopes

Fez se Mar


Engraçado quanto o sono me faz bem, me faz sonhar;

Justamente, aquele sentimento que sinto antes de dormir;

A vida é um sonho. Não!

Mas sonhar com dia em que espero, esse apenas me posso falar com o coração, mas me deixa falar...;

O óbvio está em meu rosto, um pouco tristonho, mas meus olhos entregam o que sinto;

Na estranheza de tudo isto, mesmo com o peito apertado, sabe... Sei que é bom, porque já senti estas sensações antes: frio no estômago, mãos geladas, mas os olhares junto com meus pensamentos distantes me censuram;

Livre e a alegria da tristeza de amar, pois penso na certeza do instante que dessa vez vai se confessar;

Mas o meu medo é de não durar, pois nem começou. Mas sei que quero lutar!

Amar é como o tempo! Tem que aprender a apreciar, a conviver com ele, já que ele mesmo: “O Tempo” vai curar...

...não que sejam feridas estas a serem julgadas;

Mas o que segue a sensatez? O problema das fotografias temporais às vezes em que lhe vi, e logo me fez passar, por uma estrela a ponto de arrebentar;

Será felicidade? Não, é amar de amor;

Amar no cujo do óbvio mais perigoso: aquele de não se prosperar, mas basta deixar o tempo ajudar;

Mas ela! Essa eu quero amar e não quero o tempo para me auxiliar;

Quero Amar de Amor: amor que é sentimento puro como o mar, quem nunca se cansa de olhar;

Que nunca precisa ser tocado;

Mas que em um instante, quero desejar receber o abraço das águas deste mar;

Amar pode ser que nem o mar...

...que nem seja apenas uma vez, mas tenho a absoluta certeza de que lá quero estar...

...nos braços das águas do mar!

Luiz Sergio de Castro Lopes, Goiânia 27 de dezembro de 2007